The Dead Heart” - Midnight Oil

Uma das grandes músicas do Midnight Oil, e uma das grandes representantes do que se convencionou chamar de surf music dos anos 80. O Midnight Oil, além de um rock sem grandes firulas e bastante animado, é conhecido por suas letras politizadas. Foi uma das primeiras bandas a militar pela causa ecológica, e tem várias músicas que se baseiam na defesa dos aborígenes australianos e sua relação com o homem branco anglo saxão que lá chegou. Não obstante, a banda terminou por conta da intenção do vocalista Peter Garrett de se engajar mais na questão política, e hoje ele é o Ministro do Meio Ambiente no governo australiano.

A letra desta música é um grande exemplo desse engajamento político dos Oils. Mais que isso, é O exemplo, como podemos ver nessa estrofe e no refrão logo após:

We don’t serve your country
Don’t serve your king
White man listen to the songs we sing
White man came took everything

We carry in our hearts the true country
And that cannot be stolen
We follow in the steps of our ancestry
And that cannot be broken

A melodia é agitada como a maioria das grandes músicas deles, composta por um arranjo de 2 ou 3 violões, não sei bem (o videoclipe sugere que são 3), calcado numa bateria rápida, de forma a parecer com o barulho de um Toyota Landcruiser Troop Carrier (comumente usado pelas comunidades aborígenes) viajando por uma estrada de terra. Vocal de Garrett com backing em algumas partes dos guitarristas Moginie e Rotsey. Obrigatória em coletâneas dos anos 80, de preferência nas mais praieiras.

Impecável

Lá fui no fim de semana ter um reencontro com o R.E.M., uma das minhas bandas prediletas. Só não digo que é A por causa de dois punhados de britânicos (Beatles e U2) pelos quais tenho um apreço imenso. Para todos esses, eu pagaria o dinheiro que fosse pra ir em um show. E foi o que fiz sábado passado, no HSBC Arena: morri numa boa grana para ir na Pista VIP

Em relação ao lugar, só tenho a reclamar do som. Do lado esquerdo do palco, o baixo sumia, e no lado direito o som parecia chapado (ou 2D, sei lá). Mas aí eu acho que é mais uma questão do engenheiro de som do que do lugar. Afinal de contas, o HSBC Arena não me pareceu ser a caixa de eco que era o Maracanãzinho. A entrada de carros foi um ponto forte. Super bem organizada, com vários profissionais orientando os carros ao chegar, e MUITO espaço dentro das dependências da Arena para estacionar. O preço para estacionar não é barato (15 reais), mas sai mais em conta do que pagar um táxi até lá, mesmo no meu caso (moro relativamente perto).

Antes da banda, rolou show de abertura do ex-Barão Vermelho Fernando Magalhães, que eu acabei não assistindo. Bares tranquilos, bebidas por um preço honesto: mais caro que lá fora, mas nada exorbitante. Fiquei no bar bebendo uma cervejinha e batendo papo com o Surfista. Gente finíssima, tal qual sugere seus ótimos textos. Infelizmente não tivemos a presença do herói de Etérnia, mas como é um cara bastante ocupado, a gente relevou.

Algum tempo depois do horário previsto, a banda americana entra em palco esbanjando vitalidade e entrosamento com uma faixa do Accelerate chamada ‘Living well is the best revenge‘. Confesso que ouvi bem pouco esse último álbum, pois ainda não tinha mergulhado nele de jeito. Com o show tudo fez sentido pra mim: músicas alegres, agitadas, mas não por isso menos melódicas. Em algumas músicas, como a ‘Supernatural Superserious’ (tocada mais para o final do show), me soa bem de longe uns ecos da surf music australiana dos anos 80 e 90. O que achei de mais interessante no show foi terem feito muito bem a mescla de músicas antigas com músicas novas, e mais que isso: usaram algumas músicas pouco trabalhadas dos discos antigos, que inclusive alguns fãs não conheciam. Logo na 2ª música, tocam uma ótima do Life’s Rich Pageant (’These Days‘) e mais adiante um sucesso antigo que eu adoro: ‘Driver 8‘. Mais adiante, escolhem justamente uma das músicas que menos ouço no Automatic for the People: ‘Ignoreland‘. Mas qual o padrão para essas escolhas? Simples: músicas alegres e vibrantes, tal qual boa parte desse álbum de trabalho, e tal qual o espírito da banda com a eleição recente de Barack Obama para presidente dos EUA.

Mais adiante, outra surpresa: ‘Exhuming McCarthy‘, do mesmo disco das badaladas ‘The One I Love‘ (que também tocaram), ‘Finest Worksong‘ (tocada em 2001) e a espetacular ‘It’s the end of the world as we know it (and I feel fine)‘, que fechou a primeira parte do show. Pra mim, uma grata surpresa (é uma das que mais gosto do Document), mas muita gente ali não conhecia e pensou se tratar de uma música do disco novo. Na parte mais introspectiva, não faltaram as obrigatórias ‘Everybody hurts‘ e ‘The Great Beyond‘, e entraram para o time as excelentes ‘Sweetness follows‘ e ‘Nightswimming‘, ambas do Automatic. Também cairiam bem aqui ‘Daysleeper‘ e ‘I’ll take the rain‘, procurando não repetir a ótima ‘At my most beautiful‘, tocada no show de 2001. No bis, obviamente não faltaram a mais conhecida pelo grande público (’Losing my Religion‘) e a grande música alegrinha do Automatic, ‘Man on the Moon‘.

No mais, além daquelas tentativas básicas de simpatizar com o público local, como um ou outro ‘obrigado’, bandeira do Brasil, we love you Rio, etc; rolaram algumas gracinhas no telão (como a imagem de um papel pedindo para o público gritar mais alto, pedindo o bis), e palmas e gestos feitos por Stipe e Mills pedindo que o público os imitasse. Um show e tanto, que no meu ranking só não barrou o de 2001 por uma questão de repertório. Se tocasse ‘Electrolite‘, seria pelo menos empate. Espero que voltem mais vezes pro lado de cá da linha do equador, agora que sabem mesmo o caminho.

‘Charles, anjo 45′ - Jorge Ben

Música composta pelo então Jorge Ben em seus áureos tempos, retrata uma figura folclórica dos morros cariocas. O Charles da música na verdade se chamava Avelino Capitani, e é um dos marinheiros que tentaram lutar contra o golpe de 64. No blog do Poti tem a versão completa da história do Robin Hood dos morros, e seu paradeiro atual (post excelente, por sinal).

Lançada no álbum “Jorge Ben“, de 1969 (que trás outras pérolas como ‘País Tropical‘, ‘Que Pena‘ e ‘Cadê Teresa‘), tem um suíngue muito gostoso e, dependendo da disposição do ouvinte, ótima pra dançar. Para mim, a melhor versão é a cantada por Caetano, com backing vocals de Gilberto Gil.

Muitos associam o carnaval do Rio de Janeiro ao desfile das escolas de samba, pura e simplesmente. Um grande show de cores e música, sem dúvida, mas há tempos que o carnaval do Rio não vive só do Sambódromo, na Marquês de Sapucaí. De uns 10 anos pra cá, vem ressurgindo na cidade o carnaval de rua, tradicional em décadas passadas, mas que foi quase extinto nos anos 80 e 90. Por algum tempo, já na década de 90, o Rio era o refúgio de gringos, apaixonados pelas escolas de samba e pessoas interessadas em praias tranquilas e cinemas vazios.

Blocos tradicionais, como Suvaco de Cristo, Banda de Ipanema e Cordão do Bola Preta, se mantinham por uma questão de tradição e pouca opção de lazer gratuito durante a folia, já que desde 1985 o desfile das escolas de samba fora transferido para o Sambódromo, passando a ser (muito bem) pago. Em paralelo, o samba aos poucos deixava de ter o mesmo apreço do público, seduzido pela novidade do axé e do funk.

No final da década de 90, o carnaval baiano chegou a preços estratosféricos, fazendo com que a classe média buscasse outras alternativas. Com isso, um número maior de pessoas buscou destinos mais atrativos (em especial Olinda e Ouro Preto). O pessoal do Rio, que costumava se espalhar pelo país, começa a desistir de viajar. Nesse cenário, o carioca redescobre os blocos. Os desfiles do Simpatia, da Banda de Ipanema e do Suvaco passam a contar com esquema especial em virtude da quantidade de foliões, mas ainda acontecem fora da semana carnavalesca. Não só redescobre: o carioca os reinventa. Surgem nessa época o Bangalafumenga, fundado pelo poeta Chacal, e pouco depois o Monobloco, fundado pelo Pedro Luís (da banda Pedro Luís e a Parede). No início deste século, o carnaval de rua vai ganhando força associando outros ritmos brasileiros (afoxé, coco, ciranda, maracatu) ao velho formato de blocos de rua, calcado no samba.

Ultimamente, muita gente aposentou os abadás para entrar de sola no carnaval de rua carioca. O número estimado de foliões dos blocos mais famosos chega à casa dos 500mil. Alguns deles não divulgam o horário do desfile, para minimizar o tumulto. Outros, geram blocos dissidentes, tão bons ou melhores que os originais. Já podemos ver apresentações destes grupos ao longo de todo o ano, nas melhores casas de shows da cidade. Os mais ligados à música podem inclusive se inscrever nas oficinas de percussão de alguns desses blocos e se preparar para ser mais do que um folião no carnaval. E eu, claro, não podia deixar essa passar. :D

Escolhi o Banga, bloco que me encantou desde o 1º ensaio que fui, em janeiro de 2006. O repertório continua excelente, com mescla de composições próprias e versões para músicas consagradas (de gente boa do naipe de Lenine, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Paralamas, Gilberto Gil) tocadas com ritmos brasileiros de origem afro. Felizmente, as oficinas de percussão estão se multiplicando pela cidade, para todos os gostos e bolsos. Além do Banga, um bom ponto de partida é a Rio Maracatu. O importante é começar, pois não há nada melhor para quem curte carnaval ser um dos protagonistas da folia.

  1. “Amor de loca juventud (Buena Vista Social Club)” - Compay Segundo: fui totalmente conquistado pela levada dessa música, e agora me pergunto por que o brasileiro tem tanto preconceito com músicas em espanhol (já ouvi várias pessoas falando isso). Essa não deve nada aos nossos chorinhos clássicos, guardadas as devidas proporções
  2. “Anunciação / Tomara (ao vivo)” - Alceu Valença: dobradinha tocada pelo Alceu na turnê do show “Em todos os sentidos”, que tive a oportunidade de assistir no Canecão há uns 5 anos mais ou menos. Tipo de música que fica melhor ainda ao vivo.
  3. “Here comes your man” - Pixies: essa do Pixies nem é a que eu gosto mais, mas é a que consegue me colocar de bom humor em QUALQUER circunstância.
  4. “It’s a disaster” - Ok Go: mais uma do álbum “Oh, no!”, que tem também a música das esteiras (”Here it goes again”) e a do jardim (”A million ways”). Não sei se foi trabalhada comercialmente, mas gostei dela de cara!
  5. “In the valley” - Midinight Oil: música que não foi trabalhada por aqui (nem por rádios, nem por MTV na época), do álbum “Earth and Sun and Moon”. Me lembra uma época muito boa da vida, na primeira metade dos anos 90

Boys don’t cry” - The Cure

Uma das músicas mais emblemáticas dos anos 80, e um dos grandes sucessos do The Cure. Presente em muitas festas de aniversário / casamento / etc naquelas sequências de flashbacks, é quase uma unanimidade para quem aprecia minimamente o pop rock internacional. Conduzida por uma guitarra simples mas eficiente, com o ritmo bem característico do flerte entre rock e new wave ocorrido na década de 80, apesar de ter sido lançada como single em agosto de 1979.

Na letra, um cara mostra seu arrependimento por ter vacilado com sua ex-namorada enquanto juntos, com um tom ligeiramente cafajeste. Na estrofe onde a música sai dos acordes normais, fica muito claro que ele enquanto a namorava não dava o menor valor por achar que o jogo estava ganho:

Misjudged your limits
Pushed you too far
Took you for granted
I thought that you needed me more

Ele sabe que errou, sente por isso, mas não admite abertamente pois sabe que ela não vai voltar se o fizer. Também não derrama lágrimas por perdê-la, porque afinal de contas “meninos não choram“.

O Rio felizmente ainda não é a cidade de veraneio decadente que alguns apregoam, e por conta disso temos boas opções para o fim de semana.

Normalmente costumo adotar a seguinte regra: na dúvida, Lapa. Hoje por exemplo, no Circo Voador, haverá mais uma edição da Festa Ploc 80’s. Caso você tenha acabado de chegar de Marte e não saiba do que se trata, é uma festa que toca o melhor e o pior do som da década, e todo mundo se diverte. Todo mundo MESMO, inclusive quem ainda usavam fraldas naquela época.

Pra galera que curte um samba, logo ao lado na Fundição acontece hoje mais uma edição do projeto Samba em 4 Tempos, com apresentações de Anjos da Lua, Casuarina, Galocantô e Batuque na Cozinha. Desses, já assisti aos 2 do meio e gostei bastante, especialmente do Casuarina, que toca um samba mais de raiz. Pra quem prefere um barzinho mais aconchegante mas se amarra num samba ou chorinho, o Bar da Ladeira é sempre uma boa opção. Todas as vezes que fui lá tinha som de primeira rolando, seja chorinho, seja samba.

Pra quem não curte esse tipo de som e prefere um bom rock ‘n roll, recomendo a Bukowski, que parece ter finalmente se aquietado e se fixado na R. Álvaro Ramos, em Botafogo. Um casarão bem frequentado, e cujo DJ sempre toca o que há de melhor dos anos 70 até os dias de hoje. Pra quem se amarra, é difícil sair da pista, mesmo sendo pequena e quase sempre lotada.

Sábado ainda tem o show do ex-ministro Gilberto Gil, no Vivo Rio. Finalmente deixa a política de lado e dá andamento à carreira, o que é uma boa notícia pra quem curte o som de Gil. O show é baseado no novo disco ‘Banda Larga Cordel‘, primeiro de inéditas dele desde ‘Quanta‘, lançado em 1997. Queria muito ir nesse show, mas o R.E.M. me impôs sérias restrições orçamentárias. :)

All those years ago” - George Harrison

Música alegrinha, mas sem parecer boba. Lembra bastante os tempos de Beatles. O que alguns não sabem é que trata-se de um soberbo tributo a John Lennon. Feita originalmente para Ringo Starr em 1980, que no entanto não gostou muito da letra e achou o tom alto demais para sua voz. Com a morte de Lennon, Harrison reescreveu a letra de forma a homenagear seu ex-companheiro de banda, e assumiu os vocais. Na gravação, contou com a participação dos Beatles remanescentes, entre outros.

A letra é na verdade uma conversa entre compositor e homenageado, onde Harrison ressalta a mensagem de amor propagada por Lennon, incompreendida pelo mundo. Alguns trechos são bastante interessantes, como onde ele fala “I’m talking all about how to give” numa alusão à música “Give me love“, ressaltando depois que ‘eles não agem de forma muito honesta’, e completando que ele (Lennon) apontou para o caminho da verdade quando disse “All you need is love“. Depois, sela a homenagem no refrão:

Deep in the darkest night
I send out a prayer to you
Now in the world of light
Where the spirit free of lies
And all else that we despised

O videoclipe da música dá bem o tom desta homenagem, fazendo um slideshow de fotos e imagens dos Beatles, com clara ênfase em Lennon e Harrison, mesmo nos registros feitos após o término da banda.

O fato do blog ter um foco bem definido está me dando boas idéias quanto a algumas variações interessantes a respeito do que escrever. E depois de um fim de semana bastante inspirado, me bateu a idéia de abordar toda semana a letra de uma música, mas sem deixar de falar de como ela casa com a melodia.

Pra tornar a brincadeira interessante, a cada semana falarei de uma música cujo nome começa com uma determinada letra. Assim eu garanto um alfabeto inteiro em meio ano (26 semanas), ou seja, tão cedo não posso reclamar de falta de posts :) Pra não engrossar a concorrência em determinadas letras por conta dos artigos (definidos ou não), em músicas cujo nome começa com O, A, Os, As, Um, Uns, The, El, etc. considerarei como primeira letra a da palavra logo após o artigo (exemplo: ‘The Dead Heart‘ será abordada na letra D, caso eu continue considerando falar dessa música daqui a 4 semanas)

Sendo assim, a partir de hoje, toda segunda feira é dia de ‘letra da semana’. Para acompanhar a sequência, estou criando uma categoria só pra esses escritos. Não sou tão do contra para propor começar pelo Z, então vamos de A mesmo (no próximo post).

Quando me bateu a idéia de começar este blog, considerei evitar ao máximo postar testes, memes e afins. Mas aí pensei bem e vi que seria muito rigor da minha parte, e perderia a oportunidade de quebrar um pouco o ritmo dos textos mais longos. Afinal de contas isso aqui é um blog, e não uma coluna de música de um jornal. Mesmo que eu evitasse de verdade esse tipo de post, convenhamos: um meme que fala de música e trilhas sonoras não tinha como ficar de fora!

A idéia é fazer uma trilha sonora da minha vida, e eu recebi da Graziela, com quem tenho compartilhado muitas dicas de músicas através do blip. Tenho a mesma dificuldade dela de estabelecer um Top 5, por conta dos diversos empates técnicos com os quais tenho que lidar. Não preciso nem dizer o parto que foi de criar uma lista com os 5 shows mais fodas que eu vi na vida, e que no processo virou uma lista com 10 shows e 5 menções honrosas. Assim como rolou com a Iela, pra alguns temas eu tenho uma penca de músicas que me vem à cabeça, mas estou tentando listar duas.

Dito isto, vamos lá:

Créditos Iniciais:Just like heaven” - The Cure

Acordando:When the cows go home” - Blur

Primeiro dia de aula:Heat is on” - Glenn Frey

Se apaixonando:Somewhere over the rainbow” - Israel Kamakawiwo’ole / “Give me love” - George Harrison

Música da briga:Something against you” - Pixies / “Aneurysm” - Nirvana

Terminando tudo:Lover why” - Century / “It might be you” - Stephen Bishop

Aproveitando a vida:It’s the end of the world…” - R.E.M.

Formatura:Change the world” - Eric Clapton

Caindo aos pedaços:Fascination street” - The Cure / “Have you ever seen the rain” - CCR

Dirigindo:I drove all night” - Roy Orbison / “Los angeles” - Frank Black

Flashback:Sultans of swing” - Dire Straits / “Reel around the fountain” - The Smiths

Reatando o namoro:La la love you” - Pixies / “Sweetest thing” - U2

Casamento:She” - Elvis Costello (ps: piegas pra cacete, reconheço) / “Your song” - Billy Paul

Às vésperas da guerra:The Dead Heart” - Midnight Oil

Batalha final:Song 2” - Blur / “Fátima” - Capital Inicial

Momento de triunfo:You only live once” - Strokes / “Solace of you” - Living Colour

Cena da morte:Return to Innocence” - Enigma

Créditos finais:All those years ago” - George Harrison / “Ana” - Pixies

Repasso essa pra 3 feras: Marcelo, Helô e Doug (que talvez não leiam esse repasse, mas dou meu jeito de avisá-los)

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